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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Barcelona / Blanes (1)


Antes do futebol, existe um mundo. Talvez 'o' mundo - mas me refiro aqui às experiências culturais que embalam nossas vidas, com as quais vamos aprendendo e encontrando lugares culturais e maneiras de viver. Deste ponto de vista, podemos dizer que existem vários mundos: subjetivos, culturais, sociais.

[A equipe brasileira Infantil, junto ao treinador Álvaro]

Conviver intensamente com crianças e adultos, submetidos inequivocamente ao registro da fantasia própria do mundo do futebol (pais se tornam torcedores, às vezes repórteres; professores se tornam treinadores, massagistas, preparadores; crianças e adolescentes brincam de serem jogadores), aguça em mim a dimensão cultural que o esporte pode alcançar.


Tentar falar, aprender e escutar outra língua, embora importante, é apenas uma das janelas da comunicação. Comunicar é o que importa. Tenho a sorte de conseguir fazer isso em espanhol e inglês de maneira razoável, o suficiente para traduzir treinos para espanhóis, americanos, australianos, brasileiros. Mas a maneira como os jogadores se comunicam, para além da questão do idioma, é o suporte para todo o desenrolar das atividades.


Forçoso lembrar que quem não se comunica se trumbica, com aquele alô do velho guerreiro.

Pedir uma comida, uma informação, reclamar, agradecer - com os olhos, braços, gestos, sentimentos à flor da pele. Muitos meninos viajam com sonhos reais de um lugar ao sol e uma chance no país que tem dominado o cenário mundial. Na quadra, então, quando jogam em times misturados entre países, perdoem o clichê necessário - mas o idioma que vale é o da bola. Todo mundo sabe quando vacila ou quando manda bem.


É realmente interessante perceber que, para além das diferenças culturais e da competição, há algo na infância e na adolescência que os aproxima. Que faz com que, mesmo em meio a celulares, fones e games no hotel e nos ônibus, os façam ficar juntos. Em meio a pequenos dramas (machucados, broncas, bolsas de gelo, frustrações, contusões), cantam músicas, pregam peças com o idioma, inventam jogos com as mãos (desses que as fazem arder!), riem uns dos outros o tempo todo!

Que seria isso?

[Os treinadores espanhóis, Pep e Cani]

Creio que se trata da curiosidade infanto-juvenil em descobrir o mundo. Para que consigam manejá-lo melhor dentro de si mesmos, e não se enganem: fazemos isso até o fim de nossas vidas. Quem desiste desta tarefa, infindável, normalmente perde o brilho nos olhos. Por mais que as experiências vão se acumulando, existe sempre algo a ser descoberto.

Aqui na pacata Blanes, cerca de hora e meia de Barcelona, para além do futsal, o que tenho visto de mais importante - e de mais belo - é a genuína vontade(pois que uma necessidade humana fundamental) de inventar a vida e fazer amigos.

[Com Xavi Closas e Oscar Alonso, profissionais do Barcelona]

Se esta experiência não for possível, o futebol também perde o sentido. O futebol é um mundo dentro de outros mundos.

Falemos dele na próxima postagem, ao final das competições que estão programadas para domingo.

[No Camp Nou com Eduardo, João e Pedro]

Um saludo desde España!


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Cultura da violência

As trágicas estatísticas não deixam dúvidas quanto ao fato de que somos, mais que uma cidade, um país violento. A percepção da violência, neste momento de crise da segurança pública, termina, evidentemente, por chegar - além dos fatos em si - ao imaginário cotidiano de crianças e adolescentes.



Durante as aulas, podemos perceber as conversas, as estratégias para se locomover na cidade, o assombro com o noticiário, o medo dos familiares. Muitas cidades brasileiras, pequenas e grandes, têm proporcionado um ambiente terrível impossibilitando que meninos e meninas consigam viver com tranquilidade e aventurar-se em descobertas - percorrer ruas e praças, brincar, usufruir de liberdade.

O assombro da violência precisa ser combatido, além do poder público, pelos locais aonde as crianças (ainda) podem conviver, socializar, aprender e se formar como cidadãos. Estou falando das possibilidades para se combater, mais do que as guerras urbanas em si, a cultura da violência a qual estamos submetidos.

O futebol, notadamente, é um destes espaços.

Ocorre que, como um ambiente permeável ao mundo social mais amplo, o futebol também tem repercutido uma maneira rude, agressiva e mesmo violenta de viver e se relacionar. O modelo oferecido tem sido, demasiadamente no Brasil, a cultura de ganhar na marra, dos 'guerreiros'. Isso é visto desde as categorias de base até os times profissionais, que deveriam dar exemplo bem melhor.

Pessoas em formação necessitam de exemplos melhores com os quais possam identificar-se e se sentirem valorizados. Evidente que a disposição e a valentia fazem parte e são necessárias, não só no futebol mas na vida - mas como sinônimo de coragem para jogar, para viver. Não para reforçar a noção errônea e moralmente injustificável de que, mais do que vencer, é preciso destruir o oponente. Jogador joga bola.

Pais e mães, familiares em geral, ficam em situação muito difícil para dar conta das premissas educacionais para seus rebentos, se outras instituições não fizerem sua parte - e aqui desejo chamar a atenção para os clubes de futebol no Brasil. 

É preciso, mais do que nunca neste momento, assumir compromisso inequívoco com outro modelo: o do futebol como prazer, convivência, solidariedade, beleza, com a clara adoção de parâmetros morais sem os quais a disputa e a vitória não têm valor educativo algum. 

A imensa maioria de crianças e adolescentes que jogam futebol, no Rio, no Brasil e no mundo, não serão atletas. É para elas que devemos nos dirigir ao fundamentar nossas práticas pedagógico-esportivas. Fará bem também aos futuros atletas, podem apostar. Ninguém nasce profissional.

O futebol tem enormes possibilidades para ser um pólo irradiador de uma cultura de paz, porque toca o coração das pessoas. Não podemos nos dar ao luxo de abrir mão disso.

Depende mais das práticas adotadas do que de palavras vazias e faixas estendidas no centro do gramado.  

Aquele abraço, saudações esportivas

quinta-feira, 22 de março de 2018

A infância e o mundo virtual (2)

"Danço eu, dança você, na dança da solidão" (Paulinho da Viola)

Estávamos em período de férias escolares, mas mantendo aulas no Chutebol em horário especial, como é de costume. A turma vinha chegando aos poucos no final da tarde, um papai aflito se aproximou. Quase fazendo uma confissão, demonstra certa angústia ao mesmo tempo em que me agradece: "A única coisa que tira o fulano do game, nas férias, é esse futebol" - e se retira, entre esperançoso e aliviado.


[Foto de Leo Aversa]

Pude seguir recebendo e brincando com a molecada, ali pelos seus onze, doze anos. Quando paramos para beber água e passar à próxima atividade, achei por bem conversar com eles acerca do tema, tão atual, que aquele papai aflito evocou. Tentei perguntar algumas coisas, aos poucos e tomando o cuidado para não induzir as respostas (crianças e adolescentes, muitas vezes, dão a resposta que elas acreditam que os adultos desejam ouvir).


As questões eram simples, como "quem gosta de celular e videogame?"; "o que prefere fazer, jogar futebol ou videogame com amigos?"; e "existem outras atividades, além do futebol, que fariam você sair do game/celular e participar?". As respostas médias foram, como podemos supor, que eles gostam muito da parafernália eletrônica, mas não a ponto de deixar de lado o futebol ou outra atividade realmente interessante - que faça sentido, pensei.

Crianças e adolescentes, não custa lembrar, também precisam que as atividades nas quais se engajam façam sentido.

'Fazer sentido' inclui prazer, mas não só. Sentir-se autor (apropriar-se afetivamente) de uma tarefa, atividade ou projeto é, precisamente, aquilo que crava no sujeito o sentimento de potência, de criar alguma coisa. A descoberta do mundo real, na infância e adolescência, faz tanto mais sentido quanto o sujeito puder, para além de cumprir seus necessários papéis sociais e familiares, sentir-se criativo.

A criatividade da qual estou falando não é a dos grande gênios das artes, da literatura ou dos esportes. Mas da vida cotidiana. É a possibilidade de realizar projetos genuinamente pessoais e, não se enganem, a infância também precisa deles. Por menores que pareçam aos olhos dos adultos.

O mundo virtual também pode, evidentemente, comportar elementos ligados à criatividade. Tais projetos, no entanto, têm uma limitação estrutural: estão naturalmente atados às construções imaginárias e cognitivas, não agindo em favor do amadurecimento psicomotor. Ou moral. Social, quiçá, mas bastante discutível, frágil. Os melhores jogos, apps, redes sociais e que tais são simulacros quase perfeitos da realidade, mas ainda são isso: simulacros. Uma rosa é uma rosa é uma rosa, como naquele poema.

Hiperdimensionar o mundo virtual - e estamos fazendo isso sem perceber - significa viver imerso nestes simulacros. Crianças e adolescentes que não encontram motivos (sentido) para se aventurarem o suficiente na vida real estão dizendo para os adultos à sua volta: "nada me apaixona". Transferem  sua carga emocional e potencial criativo para o mundo virtual. Enxergam ali o único lugar seguro para, efetivamente, se lançarem e serem autores de uma história - na onipotência do imaginário. Aí é que o calo aperta.

A fantasia de controlar alguma coisa nesse mundão de deus (ou sem ele) é própria da espécie. Precisamos ordenar alguma coisa. Justamente para que nossas vidas ganhem sentido, cor, motivos enfim para vivermos com gosto. Esta é uma das razões, aliás, para a disposição natural das crianças em brincar. Na brincadeira elas podem exercer seu controle onipotente de imaginar, mandar, fazer de conta - mas no mundo real! É no diálogo do imaginário infantil, com as possibilidades que a vida real oferece, que o sujeito experimenta e testa os limites da realidade, à qual, afinal, termina por submeter-se. "Brincar é fazer", dizia um antigo psicanalista inglês. 

Ora, se a hiper-realidade virtual oferece, ao sujeito, a promessa de ser autor de uma história sem confrontação com a realidade e seus limites (debilidades do corpo, desconfortos morais, lutar para se enturmar), então a vida real não consegue competir. 

Não se o sujeito sentir-se sozinho para enfrentar tudo isso. Sozinho, não dá.

Não é à toa que o futebol, como bem sabe o papai do início da história, tem um apelo enorme para mostrar a essa meninada a vida como ela é. Não é à toa que eles respondem como, aposto, respondem a qualquer atividade que envolva momentos gostosos e aonde se sintam queridos. Nos casos muito difíceis, pode ser que a pessoa em questão já esteja muito desesperançada com suas possibilidades na vida real, e aí o trabalho é dobrado.

Se o que escrevi faz algum sentido, essa molecada está precisando de um olhar mais atencioso de nós, adultos. A fuga desenfreada para o mundo virtual pode ser sintoma de profundo desencanto e solidão.

De todo modo, sensibilizá-los para encarar as gangorras da vida só será possível se nós mesmos estivermos nelas. Eles não são bobos de brincar de gangorra sozinhos. 

Todo mundo sabe que não tem a menor graça.

Aquele abraço, saudações esportivas

quinta-feira, 8 de março de 2018

A infância e o mundo virtual (1)

Percebi em mim como um tique nervoso: toda vez que encerrava uma ação, colocava a mão no bolso em busca do celular. Digo, para qualquer segundo vazio passou a existir um gesto automático, à minha revelia - procurar o celular para... para quê, mesmo?

Essa foi a pergunta que precisei fazer diante deste novo ato reflexo, que passou a me incomodar profundamente. O vício de olhar para a tela, não à procura de algo que eu realmente precisasse, mas, assim como entendi: à procura de ser chamado por alguém.



Em tempos corridos, já não posso dizer que é um debate exatamente novo, mas percebo como um conflito dentro de muitos de nós. Pego no celular? Não pego? Preciso desta informação / app / resposta, AGORA?

Evidente que a resposta, para a imensa maioria das vezes nas quais consigo parar para pensar antes do tique nervoso, é um firme e sereno "não". Pois bem, precisei buscar mecanismos para usar melhor o telefone(?!) celular, no lugar de ser usado por ele. Tenho exprimentado ideias e dicas como: descartar notificações de todas as redes sociais; carregar um livro agradável sempre a tiracolo (para os instantes vazios); voltar a utilizar um relógio como despertador (para não acordar lendo mensagens); desligar o celular ao dormir; fazer refeições com ele desligado ou em modo avião, etc. A ideia é acessar, no lugar de ser acessado.

Superadas as primeiras horas e dias de angústia em saber se estavam precisando muito de mim a cada instante, se eu estaria perdendo um evento ultra maravilhoso, ou se alguma tragédia iria acontecer sem que eu fosse imediatamente informado (e compartilhasse isso com o mundo), comecei a sentir um alívio. Uma diminuição da tensão diária.

Para minha surpresa, eu continuava sabendo das coisas que queria ou necessitava saber; creio não ter perdido até o momento nenhum evento maravilhoso (que eu realmente quisesse estar); e as tragédias - especialmente as cariocas -, bem, as tragédias nos chegam  com ou sem celular. E as pessoas, nos campos pessoal e profissional, continuam, até onde eu sei, conseguindo falar comigo as coisas realmente importantes. Ou sutilmente cotidianas. Passaram até a me telefonar novamente.  =)

O desejo de desfrutar desta sensação de alívio das informações ganhou espaço e passou a reivindicar mais de mim. Para ações triviais, como ir à padaria ou ao supermercado num final de semana, tenho ido sem celular. Para ir à praia, ao bar assitir futebol e praticar esportes, idem. Ou ao cinema. Enfim, atividades que tenham um tempo razoavelmente previsível e nas quais já se esteja com quem se quer estar (ou a sós, por que não?). Voltei a dar aulas de futebol com o celular no lugar certo: a mochila no vestiário, salvo necessidades realmente urgentes para papais e mamães em aflição.

Tenho tentado educar a mim e a meu aparelho, que agora parece mais tranquilo e menos um bicho raivoso e tirânico a me solicitar a cada instante. É uma espécie de combate infindável, no qual, naturalmente, cada um vai ter que se haver com isso à sua maneira se, como eu, se sentir afogado num mar de lixo virtual. Não se trata de negar os benefícios virtuais ou ser refratário à tecnologia. Sinto como um ajuste necessário.

Creio que precisei relatar esta experiência por ter percebido, de modo ainda mais intenso, a relação infanto-juvenil com a tecnologia - ao tentar reeducar minha própria experiência virtual. Quando o tique nervoso dá um descanso, a percepção de pessoas à sua volta que estão completamente imersas na telinha, aumenta. 

E fiquei me perguntando, além da natural mudança de constumes com o passar das épocas, o que levaria tantas crianças a, como temos visto, se consumirem tanto em celulares e games.

Me ocorreu, além da identificação óbvia com o modelo que tem sido oferecido (adultos full time no celular), que crianças e adolescentes precisam, para dar sentido às suas vidas, de aventuras. Imaginar, viver, descobrir o mundo. Se muitos deles estão correndo tanto para o mundo virtual em busca destas descobertas, é sinal de que não estamos oferecendo possibilidades suficientes no mundo real - mas apenas simulacros. Esta é uma hipótese que pretendo sustentar.

Sobre este tema específico, vou escrever na próxima postagem.

O link abaixo, uma entrevista da 'ciber-antropóloga' norte-americana Amber Case, que tem estudado estas questões, me ajudou nestas reflexões:


Aquele abraço, saudações esportivas

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Na área

Prezados Torcedores Responsáveis,

Estamos voltando com tudo - semana que vem tem texto novo na área!

Agora, saca só esse golaço e essa alegriiiaa!!



Imagine a trilha sonora: você arranca, chuta no gol - a bola vai parar na rede! Você fica louco por dentro, um som profundo te acompanha. Corra, corra, corra! Os amigos, a arquibancada, o gooool! O som profundo é o seu coração: tu-dum tu-dum tu-dum!! 

vídeo: OndaSkim

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Na folia

Caros (as),

O Chutebol funciona normalmente até esta sexta-feira, 09/02 (inclusive).

Durante toda a semana do Carnaval não funcionaremos.
Retornamos às atividades, regularmente na semana seguinte a partir de 20/02. EVOÉ!!


Aquele abraço, saudações momesco-esportivas

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Horário Regular 2018

Caríssimos (as),

É com alegria que voltamos às aulas, em Horário Regular, nesta 5af, 01 de Fevereiro de 2018!



Turma / Horário

3ª e 5ª
4ª e 6ª
05 a 07 anos
9h
17h30
10h
08 a 10 anos
8h
18h30
8h
11 a 13 anos
X
9h
18h15
14 a 16 anos

19h30 (+ 6af)
X
Feminino Adolescente

X
17h15
Feminino Adulto

20h30
X
Chutebol de Pais & Amigos
4ª feira
07h às 08h

















*Horário de Férias até 4af, 31/01.

*A partir de 5af, e também na próxima semana os alunos ainda estão liberados para comparecer em qualquer horário adequado à idade, podendo levar um amigo, o papai, a mamãe... vamos lá!!

Aquele abraço, saudações esportivas

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Horário de Férias 2018

Caríssimos (as),

Nesta 4af, 10/1, retornamos às atividades do Chutebol em Horário Especial de Férias!



Então, anote aí:

*Sempre às 4as e 6as:

9h = Turma 08 a 10 anos
10h = Turma 05 a 07 anos

18h15 = Turma 11 anos +

> Leve o papai, a mamãe, ou um(a) amigo(a) pra jogar!
>> Horário em vigor até 31 de Janeiro.
>>> Retorno ao Horário Regular: 01 de Fevereiro.

Aquele abraço, saudações esportivas

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Feliz 2018!

O Projeto Chutebol se despede do ano mostrando cara nova para 2018!

Em nosso novo vídeo de apresentação, reafirmamos o compromisso com o brincar - atividade fundamental para a socialização, a saúde psicomotora e a boa prática desportiva. Jogar futebol é, antes de tudo brincar de bola!



O vídeo, de 1 minuto, foi produzido pela OndaSkim e contou com a participação e o carinho de Marcelo Barreto (jornalista e pai do Pedro); de George Moura (roteirista e pai do Daniel); e de Gisele Fortes (psicoterapeuta e mãe do Bê).

Carinho este que recebemos de braços abertos, dado que o trabalho de educar, como entendemos, é uma construção, um bate-bola que precisa acontecer entre familiares e professores. Por isso insistimos em comunicar nossas ideias.

Enxergar, escutar e acolher a singularidade de um aluno significa abrir para ele um mundo: o mundo mágico, por vezes trágico, mas apaixonante, do futebol. Uma educação que é vivida na pele de quem se arrisca ao jogo. 

O Chutebol agradece o apoio, a torcida, e deseja a todos Boas Festas e um ótimo 2018 - até lá!!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Registro: Torneio Interno Dezembro/17 (II)

Prezados Torcedores Responsáveis,

Seguem abaixo os resultados, fotos e comentários do nosso sensacional Torneio Interno de Dezembro/2017As fotos estão em nosso álbum, no link abaixo:

Álbum: Torneio Interno Dezembro 2017

[Deee-feen-deu, Thiaaagoo!!]

Categoria 11 a 13 anos (Capitães com*):

CampeãoBalotelli FC [J. Victor Terra*, Felipe Cukier, Bernardo Pimentel, Thiago Bacellar, Rafael Protásio, Lucas Polillo.]



Vice-CampeãoTrês Pontinhos FC [Pedro Henrique*, Fafá, Dante, Vicente Lisboa, Hugo]





3o Lugar: Azulão[Bernardo Pessoa*, Tom Nery, Fred, Murilo, Gustavo Portela.]




4o LugarDesfalque FC [Mathias Sussekind*, Antonio Gonçalves, Luiz Fernando, Rafinha, Lourenço, Gustavo Havas.]




*Premiação Especial (a cor corresponde à equipe):

Craque: Bernardo Pimentel
Artilheiro: Rafinha


[Luizinho e Tchatchá: medalha raça em dobro]

Melhor Goleiro: Thiago Bacellar
Medalha Raça: Luiz Fernando e Mathias Sussekind.


***
[Campeões!!]

E assim encerramos o calendário de competições em 2017! Agradecemos, ainda e sempre, aos familiares torcedores, que vêm prestigiar a molecada com muito carinho e apoio! O esporte como ferramenta educativa é potencializado na exata medida em que crianças e adolescentes conseguem se arriscar ao jogo com o suporte necessário.

Pode acontecer de o jogador não se sair tão bem, ou não tanto como o esperado; pode-se jogar algumas vezes e não beliscar um caneco; ficar em último após tanto esforço é, também, uma dureza só.

No entanto, esta é a dimensão que precisa ser encarada com desassombro - por nós, adultos. A dimensão trágica do jogo, da vida. Para que eles se vejam nos nossos olhos. O tesouro maior é, sem correr o risco do clichê, a postura diante destes momentos. O caráter forjado nos momentos difíceis é o alicerce genuíno dos futuros sorrisos!

Aquele abraço, saudações esportivas

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Registro: Torneio Interno Dezembro/17 (I)

Prezados Torcedores Responsáveis,

Seguem abaixo os resultados, fotos e comentários do nosso sensacional Torneio Interno de Dezembro/2017, que contou com a presença ilustre de Gilberto Costa, treinador da Seleção Brasileira de Futebol de Areia - eleito pela FIFA o melhor treinador do mundo na modalidade, invicto há 47 partidas! 

As fotos estão em nosso álbum, no link abaixo:

[Craques reunidos; ao centro, o treinador Gilberto Costa]


Categoria 08 a 10 anos (Capitães com*):

CampeãoIrineu [Ravi*, Luca, Pedro Barreto, Pedro Porto, Bento, Martin.]



Vice-CampeãoTime de Ouro FC [Caetano*, Diogo, João Caminha, Pedro Burlamaqui, Felipe Stopatto, Felipe Lima.]




3o LugarO Nome do Time É [Arthur Storino*, Miguel Mexas, Yuri, Mathias, Henrique, Daniel Holck.]




4o LugarGatorade de Tangerina [J. Pedro Pinho*. Flora Nicole, Bernardo Pessanha, Gabriel Junqueira, Antonio Estrella.]



5o LugarAzuis FC [J. Pedro Sloboda*, Lucas Bond, Gabriel Brakarz, Felipe Bastos, Pedro Vieira, Felipe Fonseca.]



*Premiação Especial (a cor corresponde à equipe):

Craque: Lucas Bond
Artilheiros: Arthur Storino, João Caminha e Flora

[Goleirão: Pedro Porto recebe a medalha de Gilberto]

Melhor Goleiro: Pedro Porto
Medalha Raça: Lucas Bond

***
Ninguém educa ninguém sozinho. Ou, ao menos, não atinge a potência da educação naquilo que ela pode oferecer de mais rico: a vivência dos contrastes. Vitória e derrota, frustrações e alegrias, jogada certa ou errada, bola na trave ou  na rede. O futebol é um esporte muito rico para ajudar no trabalho de educação, na medida em que exige de nós, perdoem o clichê, corpo e alma. 

É justamente por isso que contamos, deliberadamente, com a ajuda dos familiares na tarefa impossível - segundo Freud - de educar. Impossível no sentido de incompleta por excelência. Vamos fazendo o possível neste trabalho cotidiano de formiguinha. 

Fica aqui registrado nosso pedido de desculpas à equipe vermelha, por conta de uma falha na contagem do saldo de gols, ao anunciar os finalistas da competição. Nossas desculpas, também, à matemática.

E fica, é claro, nosso agradecimento pela compreensão geral por estarmos, incessantemente, buscando lidar e apresentar aos nosso alunos a ideia de verdade. Do amor à verdade, mesmo diante das formas mais duras e decepcionantes com as quais ela possa estar vestida. 

Tal é a postura que costumamos ver nos grandes campeões - e é aí que nos inspiramos.

[Lucas Bond em ação: craque sendo perseguido!]

Aquele abraço, saudações esportivas

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Faz e me abraça no Natal

Caros (as),


Chegou a fornada natalina de 'Faz e me abraça - cartas aos pais de crianças que jogam futebol', de Rodrigo Tupinambá Carvão (fundador do Projeto Chutebol).

O livro passou a integrar a biblioteca do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), do Museu do Futebol, em São Paulo!




"O que acontece em quadra serve de base para pensar no lugar da criança no mundo, no papel do adulto no desenvolvimento da nova geração, na vida como ela é." (Marcelo Barreto, jornalista e apresentador do SporTV)

*Quem desejar garantir o seu (olha o Natal aí!), pedidos pelo e-mail:

Ou pelo site da editora:

O valor? R$ 34!

Aquele abraço, saudações esportivas