Páginas

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Maradona



Seguimos com os grandes craques do futebol mundial! Depois de Pelé e Garrincha [podem procurar ali na nossa barra de ferramentas do google, à direita], Maradona nos brinda aqui no Chutebol. Sem patriotadas, não podemos esquecer esse golaço incrível, considerado por muitos o gol mais bonito da história das Copas. E a narração é antológica.

Viva o genial Maradona!

Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 21 de setembro de 2010

C'est la vie

Caríssimos,
Apresento os resultados da difícil 1a Rodada da Copa Futsal / 2010:
> Irlanda 0x0 Coreia do Sul / Ucrânia 2x2 Suécia / Alemanha 1x3 Portugal
Argentina 2x5 Equador / Chile 0x7 Bolívia / Uruguai 5x3 Peru / Angola 6x0 Camarões

Senti a necessidade de um depoimento pessoal (pais e jogadores ficam aflitos no momento da competição), então lá vai:

Bem, eu nunca gostei de perder, mas já perdi bastante. Isso não quer dizer que eu tenha me acostumado com isso. Quando era criança, jogava em times de escola e clubes. Diziam que eu era bom, eu até achava que era, acredito nisso. Daí que fui tentar ser jogador de verdade - pra desgosto do meu pai, pelo Vasco (e nós, rubro-negros...). Mas era onde havia surgido a oportunidade, pra mim e alguns amigos. Pegávamos o 497 em Laranjeiras, para ir até a Leopoldina, no Clube dos Portuários - lá havia um Núcleo do Vasco, comandado pelo ex-zagueiro Vantuil.

Daí eu vi que eu era bom, até um certo nível. Fiquei perto de ser federado (jogar pela equipe principal, federada), mas no fim das contas, acabei mesmo foi tendo um convite do Bonsucesso F. C. Aos 15 anos, morando em Santa Teresa e estudando no Humaitá, era uma escolha e tanto! Desisti. Preferi terminar os estudos, continuar no mesmo Colégio ('Pedro II, tudo ou nadaa??!!'), ter tempo pra namorada... Ficou então na memória, do sonho de ser jogador profissional: ver o Pedrinho e o Felipe (esse mesmo, do Vasco) treinando e arrebentando em São Januário; perceber a dureza daqueles jogos; ver o Juan, nosso colega (o zagueiro da Seleção é filho da merendeira do Colégio Pedro II), dar os primeiros passos no profissional, num Flamengo x Grêmio, debaixo de chuva no Maracanã.

Assim, minha paixão pelo futebol teve de tomar outros rumos: fui fazer Educação Física na UERJ. Ao estagiar no Flamengo, descobri que não queria ser Treinador - queria ser Professor. Treinador escolhe os bons, descarta os ruins, e vai armando a equipe. O Professor tem de preparar e proporcionar a todos a experiência da competição. E uns vão ganhar mais do que perder; outros vão perder bastante; outros vão ganhar muito; uns serão campeões logo de primeira; outros, talvez nunca sejam; pra uns é fácil o sentimento de ajudar a equipe, mesmo tendo de ir pro gol (eu detesto); pra outros, ficar no banco de reservas é insuportável... Tem gente que joga, perde um montão, desiste por um tempo, depois tenta de novo... Tem gente que estréia ganhando de 6! Ou perdendo de 7... Tem gente que joga bem e perde - quem não lembra da Seleção de 82?? C'est la vie, como diz a minha mãe.

Enfim, tudo isso pra dizer que na paixão pelo futebol cabe tudo, noves fora aquela bobagem de rotular as pessoas em 'winners' e 'loosers'. A vida é muito mais complexa do que isso e, no fim das contas, acho que eu perdi mais do que ganhei. 

Ah, ganha um doce quem adivinhar o que eu mais gosto de fazer quando estou de folga...

Aquele abraço, saudações esportivas



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mundos diferentes



"A ideia de infância é uma das grandes invenções da Renascença. Talvez a mais humanitária. Ao lado da ciência, do estado-nação e da liberdade de religião, a infância, como estrutura social e como condição psicológica, surgiu por volta do século dezesseis e chegou refinada e fortalecida aos nossos dias. Mas como todos os artefatos sociais, sua existência prolongada NÃO é inevitável. (...) Nossos genes não contêm instruções claras sobre quem é e quem não é criança, e as leis de sobrevivência não exigem que se faça distinção entre o mundo do adulto e o da criança.

(...) Mas as próprias crianças são uma força de preservação da infância. Não uma força política, certamente. Mas uma espécie de força moral. Nessas questões talvez possamos chamá-las de maioria moral. As crianças, parece, não somente sabem que há valor em serem diferentes dos adultos, mas querem que se faça uma distinção; sabem, talvez melhor do que os adultos, que se perde algo terrivelmente importante quando se borra essa distinção.

(...) A cultura americana é hostil à ideia de infância. Mas é reconfortante e mesmo animador pensar que as crianças não são."

[Adaptado de Neil Postman, 'O Desaparecimento da Infância', 2008]

Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Futsal Feminino

Caríssimos (as),

Segue abaixo o registro do I Torneio Interno de Futsal Feminino do Clube Militar, organizado pelo treinador Tiago Rigaud - e as nossas bravas jogadoras (perdoem o lugar comum) chutando o preconceito pra bem longe! Acredito que o breve texto abaixo dá uma ideia de como muitas barreiras têm de ser vencidas dentro da própria cultura, para que possamos viver melhor:

"Até meados do século XIX, a sociedade brasileira erguia-se em uma estrutura totalmente conservadora, a qual impedia as mulheres a participação em determinados ambientes e eventos sociais, dentre eles aqueles ligados ao âmbito desportivo (...).

(...) Às mulheres não se recomendava a prática de nenhuma atividade física, seja ela a corrida, exercícios ginásticos ou modalidades esportivas por se acreditar em conseqüências decorrentes, como por exemplo, o enrijecimento muscular, a diminuição da gordura e a melhora da capacidade cárdio-respiratória, o que poderia afastastar a mulher de seu destino “natural” que era o casamento e a procriação (ALONSO,2003).

(...) Fica constatado que a visão de masculinidade e feminilidade não é uma visão universal. Os papéis atribuídos a homens e mulheres se configuram em construções culturais de uma determinada sociedade, sendo, pois, passíveis de modificações.

Portanto a maneira de perceber a atividade física como sendo mais apropriada ao gênero feminino ou ao masculino é fortemente influenciada em um primeiro momento pela família e em um momento posterior pelos amigos, escola e professores."


[Adaptado de Oliveira e Paixão: 'Prática desportiva feminina: análise histórica de sua trajetória e implicações no âmbito das aulas de Educação Física escolar' - Revista Digital, Buenos Aires, 2010]

Parabéns pra elas!!
Aquele abraço, saudações esportivas