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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre 'mouses' & bicicletas


"Aprender a amarrar o cadarço ou andar de bicicleta não são mais as primeiras lições das crianças. Segundo o estudo “Digital Diaries series” da AVG (empresa de segurança digital), as crianças têm aprendido a mexer no computador antes mesmo de saberem como realizar tarefas simples, comuns a quase todas as crianças do mundo. O levantamento aponta que 58% das crianças sabem como jogar no computador, enquanto 20% nadam e 25% sabem como andar de bicicleta. Outra conclusão é que 69% delas sabem como usar o mouse, porém apenas 11% amarram o cadarço do tênis.


“Nós ficamos surpresos ao descobrir como a infância das crianças evoluiu (?) [interrogação do blog]. Enquanto boa parte delas não sabe nadar, amarrar o cadarço ou preparar o próprio café da manhã, a maioria sabe como ligar um computador, usar um mouse ou até jogar no computador”, diz o estudo. No que diz respeito à telefonia, o estudo apontou que 28% dos meninos e meninas sabem fazer ligações no celular, mas apenas 20% têm conhecimento de como ligar para um telefone de emergência.

“É verdade que muitos de nós tivemos, durante a infância, televisões e videogames como o Atari. Mas nenhuma dessas distrações mudou tão drasticamente a infância como o computador e a internet têm feito nos últimos anos”, comentou J.R. Smtih, da AVG. O estudo foi feito com 2.200 mães de dez países (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Japão, Austrália e Nova Zelândia). Todas com filhos de faixa etária de 2 a 5 anos de idade."

[Fonte: Portal Ampliar PB, em 25/01/2011]

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Compre, compre, compre...

Caros (as),

Apresentamos aqui a segunda parte do documentário 'Consuming Kids', do The Media Education Foundation. Recomendo demais assistir a parte 1, que está aqui no blog em http://chutebol.blogspot.com/2010/03/commercialization-of-childhood.html . É crítico, informativo e de fato estarrecedor. Segue abaixo pequeno texto que ajuda a compreender um pouco mais do contexto infantil (?) no século XXI.



"Os comerciais televisionados de um tipo, uma marca e um modelo especial de brinquedo renovam o crescente setor industrial-empresarial do grande mercado (...). As crianças já não pedem o que desejam, mas o que a televisão e a publicidade lhes oferecem e as induzem a pedir. O desenvolvimento da criança passa a ficar perniciosamente ligado à comercialização do brinquedo oferecido. Com marcas e modelos previamente determinados, o produto domina o desejo infantil.

O acúmulo de brinquedos para não brincar é estarrecedor pelo nível de esbanjamento, de obsolência generalizada alimentada pela compulsão consumista. Cercados por esses produtos, as crianças viram brinquedos verdadeiros de uma civilização que faz delas precoces cultoras do desejo de possuir, lançando-as no mundo competitivo. 

Lembremos que a criança NÃO se institui no universo infantil pela posse, mas por aquilo que a leva a ser e estar na infância, naquele espaço em que ela dialoga e re-cria a sua existência."

[Adaptado de E. Levin - 'Rumo a uma Infância Virtual?', 2007]

>> Obs.: Falando nos excessos da publicidade, estes anúncios do Google que invadem a parte inferior da tela enquanto se está tentando ver o vídeo são muito chatos.  Compre, compre, compre...

 
Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Foi sorte?



Bem, Nelson Rodrigues dizia que, sem sorte, não se chupa nem um Chicabon - o sujeito acaba atropelado pela carrocinha... Parece que o jogador não acreditou no gol que fez - mas pra gente o que importa é o golaço!

Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Para pensar

Caríssimos (as),

Estamos de volta! Passadas as merecidas férias, vamos com tudo em 2011! Separei um textinho pra começar o ano com uma boa pergunta. Abaixo, um flagrante legal diretamente da Ilha de Boipeba, na Bahia. É uma boa inspiração!

[clique na foto para ler o recado!]

"Os pais atestam diariamente as mudanças que ocorrem no universo infantil de seus filhos (...). O mundo e a cultura das crianças mudaram. As expectativas e exigências a que elas estão sujeitas  multiplicaram-se. São outros os brinquedos que lhes são oferecidos, com os quais elas ocupam o tempo. 

As crianças da atualidade têm outro jeito de brincar, imaginar, sofrer, pensar e construir sua realidade infantil. As experiências e vivências infantis estruturaram-se e se desenvolvem de maneira diferente que em qualquer outra época. Hoje, o fascínio e a sedução exercidos pela imagem estão em posição central.

Quando a realidade técnica da imagem atinge essa perfeição que tanto cativa e fascina as crianças, qual é a fronteira entre o real e o simulado, entre presença e ilusão, entre realidade e aparência?"

[Adaptado de E. Levin - 'Rumo a uma Infância Virtual?', 2007]

Aquele abraço, saudações esportivas